segunda-feira, 9 de abril de 2018

Sócrates e a Cabala da Justiça


Ate que enfim que encontro alguém que tem opinião semelhante a minha sobre a trapalhada em que envolveram o ministro Centeno


Marinho e Pinto atacou violentamente o corporativismo do Ministério Público. Do abuso de poder ao controlo do Supremo Tribunal, do crime da violação do seg
PTJORNAL.COM


A opinião de quem sentiu na própria pele

O novo poder dos dirigentes do Ministério Público já não precisa da política para fazer leis nem dos juízes para a aplicar - eles investigam, eles acusam e eles condenam... nas televisões.
PUBLICO.PT


DE VOLTA a JOSÉ SÓCRATES…by JOAQUIM VASSALO ABREU.
A LER!!!!
Eu tenho uma Amiga, uma Mulher a quem com toda a facilidade deverei apelidar de Senhora, que criou propositadamente um BLOG para nele fazer a defesa de José Sócrates, enquanto cidadão, Político e Primeiro Ministro deste País.
Tendo-nos encontrado no Facebook, através de textos por mim escritos e por mim próprio e outros divulgados, chegamos a um conhecimento real mútuo. Para a ajudar na sua Luta, enviei-lhe alguns textos que ao longo destes tristes anos escrevi acerca do tema e, em justa homenagem a esta enorme lutadora pelo encontro da verdade, mais este estou a escrever. Ao correr do pensamento, como sempre faço, mas em sua homenagem.
Há muito eu já percebi, e agora mais ainda percebo, das razões que levam esta distinta Senhora a se dar ao trabalho de por esta Luta pugnar quando, por via desta dúbia e incompreensível Justiça que vemos acolitada por alguma imprensa indigna de o ser e que, ainda por cima, faz do crime o seu “modus vivendi”, se verifica que a maior parte dos cidadãos, mesmo aqueles que antes o adularam, do seu próprio Partido concretamente, já formaram a sua opinião: Culpado, sem qualquer dúvida!
E o tão repetido “slogan” do “à Justiça o que é da Justiça”, servindo o politicamente correcto como escapatória, mais não tem feito que dar força aos inconfessáveis desígnios de alguns agentes dessa mesma Justiça.
Ao longo destes tempos e a todos os que, cientes da sua certeza, confrontando-me com as suas formadas convicções me perguntavam, “mas tu ainda o defendes?”, eu respondia muito simplesmente: Acusem-no!
Os tempos foram passando, os dias se sucedendo, um governo desgovernando e o esquecimento, coisa deveras inultrapassável, acontecendo. E ele, José Sócrates, passou a ser culpado por tudo: pelos negócios da Lena, dos seus tios, dos seus primos e dos seus cunhados e ainda dos cunhados dos seus cunhados, dos do BES e dos seus deserdados, dos da PT e dos seus acobardados, mas muito bem resguardados e com depósitos aferrolhados, da famosa “banca rota” e de dinheiros extraviados, de negócios imobiliários nunca bem explicados, da OPA da Sonae à PT e dos seus resultados, etc. etc. etc. e de tudo o que fossem negócios privados falhados…
De que mais, ela mesma se pergunta? Da queda da bolsa, pois claro! Do imobiliário, pois claro está! Da intervenção da Troika, também é óbvio! Do desemprego, da recessão, da fuga dos jovens, da descapitalização da Banca, das imparidades, das humidades, das sujidades, das maldades, das incapacidades, das obscenidades, da pobreza, da avareza, da incerteza, da impunidade, da vaidade e da precaridade! Tudo culpa sua!
E ela pasma: não será de mais?
E lá veio a acusação: quase quatro mil páginas, para três ou quatro crimes, como a nossa Justiça gosta de fazer. Se consideram um putativo crime reiterado, ele multiplica-se exaustivamente em quesitos sem fim, tentando demonstrar pela exaustão aquilo que no fim pretendem: a condenação! É um clássico…
Mas provas? Aí é está o “busílis” da questão! Os ditos crimes estão sistematizados: fuga ao fisco (não pagou o imposto de selo sobre os ditos empréstimos), corrupção nem que seja em forma tentada e outro que já nem me lembro, mas que vocês sei que sabem e, por isso, nem vale a pena ir procurar…
Diz-se que quando algo por mais extenso e exaustivo que seja é de quase impossível comprovação, principalmente quando, para o desiderato que antes enunciei, tudo se pretende misturar (Lena, Vale do Lobo, PT, BES e ida à Lua), que a “montanha pariu um rato”! Que fatalmente irá parir…
Mas o mal que lhe pretendiam fazer está feito e a “vendetta” consumada. Foi longe de mais! Meteu-se com quem não devia: com os Magistrados quando lhes cortou o subsídio de residência quando disso não necessitavam; quando lhes cortou nas férias e pretendeu fazer deles funcionários públicos iguais aos demais; quando reduziu os mandatos camarários ao máximo de três, tentando assim acabar com as coutadas; quando promulgou a Lei das Finanças Locais, tendo como objectivo o terminar com o regabofe em que se transformaram mandatos extensos e para lá do razoável ou quando disciplinou o Fisco e acabou com o mito da impossibilidade do cruzamento de dados… foi de mais, foi longe de mais!
E mesmo estando tudo isso instituído e mais que instituído, não tem perdão! E tem que ser condenado, para exemplo e para ensino. Está feito, ok, mas não se pode repetir…!
A minha querida Amiga tem toda a razão: a razão da decência! A do não julgamento antecipado e o da prevalência da Justiça como ela está edificada desde o tempo dos Gregos e Romanos. A presunção da inocência como trave mestra de qualquer decisão Judicial. O segredo de Justiça como pilar essencial e a equidade de meios da defesa como factor primordial. Depois, se tiver que ser condenado, pois que seja! Que seja a imprensa a fazer Justiça tal como uma horda incontrolável…isso NÃO!
E não o seja por qualquer que for o ângulo da ética civilizacional por que o possamos ver. Eu sei que já nos primórdios do século passado (ver o CITIZEN KANE, o THE POST, o “GARGANTA FUNDA” e outros mais…) a imprensa tomou um poder desmesurado, mas um poder que se comprovou poder tender para qualquer dos lados, o da justiça ou o da injustiça, quando começou a ser controlada pelos interesses de grupos económicos, tanto lobistas como de pressão. E aí a coisa mudou, até chegarmos a estes desgraçados tempos…
Claro que no meio de tudo isto há imensos seres ignóbeis e indignos de se chamarem de gente humana, porque “gente humana” pressupõe ser gente dirigida por princípios éticos e civilizacionais que impulsionem a Sociedade no sentido da Justiça e da Igualdade e não o seu contrário.
Por isso Minha Querida AMIGA, continue! Porque eu sei que o que apenas a move é esse sentido moral e ético de não querer ver condenada uma pessoa que, para si e para muitos mais, deu o seu melhor pelo País e pelo seu progresso…pelo menos até prova em contrário! E que, apesar de tudo, para gente de boa fé, continua sendo talvez o melhor Primeiro Ministro da nossa Democracia.
Ao inverso de um outro, que tanto mal a este mesmo País fez, ao deixar desperdiçar Fundos Comunitários sem fim e ao ter sido patrono espiritual de um bando que formou um Banco e o saqueou, sem que ele um dedo tivesse erguido e que nos está a custar os olhos da cara. Mas que, ao fim de mais longos e penosos dez anos, ainda é premiado com um gabinete num convento e sinecuras várias.
E ainda de um outro ainda que, tendo deixado o Povo na penúria unicamente para salvar Bancos estrangeiros, vê o seu indecoroso “trabalho” reconhecido com um cargo para o qual nunca concorreu…
DE VOLTA a JOSÉ SÓCRATES…by Jque lhe seja aplicada uma Justiça digna e limpa, o meu grande BRAVO, minha querida Amiga!



(Dieter Dillinger, in Facebook, 22/08/2017) Mas, a despropósito, houve uma carta rogatória que foi respondida pelo “Serious Fraud Office” britânico que disse que o grupo Ferrostaal dep…
ESTATUADESAL.COM


Carlos Manuel de Almeida Como ainda há poucas horas Nicolau Santos disse de forma muito simples, clara e irrebatível:- "Está tudo muito certo, talvez o sr engº Sócrates tenha algumas coisas a explicar, mas o mega processo o que demonstra é que existem contas e trânsito de verbas entre entidades, mas, o que não aparece em nenhum lado é uma só conta em nome de José Sócrates.
Inferir que uma quantidade de pessoas tenha, ainda por cima com mais de uma década de antecedência, concertado operações financeiras com o objectivo adivinhatório de que um dia "fulano" seria primeiro ministro e que por essa via os iria beneficiar, e constituindo para ainda para o efeito um pacto secreto de testas-de-ferro, parece destituído do menor bom senso"
E mais não digo.


José Sócrates, em entrevista ao É Apenas Fumaça sobre os seus anos de governação. Da reforma da floresta ao Plano Nacional de Barragens, da avaliação dos professores, ao Caso Freeport e à austeridade. Vê aqui.
APENASFUMACA.PT


Algum dia aprenderão a escrever a verdade!
Que vergonha esta comunicação social!
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa adicionou 8 fotos novas.
Nota a comunicação social
A propósito da noticia de hoje no Público a defesa do Engenheiro José Sócrates recorda os esclarecimentos públicos divulgados em 5/04/2016:
1- A barragem do Sabor não fez parte do plano nacional de barragens nem a decisão da sua construção foi tomada no governo em que José Sócrates foi primeiro ministro.
2- A decisão governamental que viabilizou a construção da referida barragem foi tomada durante o Governo do Dr. Durão Barroso - declaração de impacto ambiental de 15 de junho 2004 e despacho conjunto dos Ministros do Ambiente e Economia , publicado no Diário da República nº 233 , 2a série , em 2/10/ 2004.
3- A adjudicação e construção de tal barragem foi da estrita competência da Edp, sem que nelas o governo de então interviesse a qualquer título.
4- As alegadas transferências referidas na noticia em questão, reportam-se ao período de março e abril de 2015, quando, como é sabido, o Sr. Eng. José Sócrates se encontrava em prisão preventiva em Évora.
5- Do que fica dito, percebe-se facilmente que a ligação do seu nome a este caso não tem fundamento, só pode ser explicada por razões caluniosas e constitui mais um abuso como tantos outros que tem sido cometidos nos últimos tempos.
Anexa novamente cópia do Diário da República de 2/10/2004, com o despacho conjunto que refere a declaração de impacto ambiental .



GRAVAÇÔES COM VÍRUS E LISTAS SEM OS NOMES PRETENDIDOS
Afinal as gravações das escutas ao eng. J. Sócrates são pouco perceptíveis. Na maior parte dos casos ouvem-se palavras, mas não se sabe bem quem fala e gravaram-se muitas conversas de cariz privado ou partidário que o juiz Carlos Alexandre deveria ter mandado apagar. Aquilo está cheio de vírus. O juiz diz que já vinham assim da escuta. Nunca ouvi dizer que pelo telemóvel se lançam vírus nas conversas. Claro, nos computadores que mantêm as gravações dos telefonemas dos clientes de cada empresa podem ser lançados vírus informáticos.
Quem leu as milhares de páginas do processo não encontra lá uma verdadeira substância ilícita com provas. Apenas pressupostos ou presunções.
Curiosamente, o Expresso deu uma lista de pessoas que receberam milhões ou milhares do Saco Azul do BES. Não está lá o nome de Sócrates nem do amigo Silva, do Barroca, do Varandas ou do Batáglia. Nada nem ninguém ligado ao nosso ex-PM.
Mesmo assim, esá dada a presunção no texto que Hélder Bataglia teria recebido 22 milhões da conta do Saco Azul na Suíça através de dois "offshores", mas não diz o nome dessas organizações, apenas que poderiam ter ido para subornos destinados a Sócrates sem qualquer prova ou indício concreto.
As referidas "offshores" nem constam da lista que o Expresso publicou e que seriam a base da presunção de que o dinheiro do Bataglia era para Sócrates, quando toda a gente sabe que nos negócios africanos de Bataglia entrou muito dinheiro por outras vias e que este geria dinheiros do presidente do Congo e de muitos dirigentes e empresários africanos.
Uma parte importante dos dinheiros transferidos faziam parte de ordenados chorudos que tinham fugido ao fisco por falta de controle do Banco de Portugal.
Os ricalhaços de Portugal possuem no exterior mais que o valor da dívida pública nacional e até da privada, toda fugida ao fisco. Quem criou a crise financeira pública em Portugal foi a malta do guito que desviou para fora. Só na insignificante Ilha de Man estão mais de mil contas com muito mais de mil milhões de euros e essas contas são transparentes porque são comunicadas ao fisco português.



ndo-se como e em que circunstâncias, nada já demonstrava ao MP não estar o respectivo conteúdo truncado. Ainda há dias um canal televisivo mostrava como é possível alterar por completo uma gravação e usavam para exemplo, nada mais, nada menos, que um discurso de Obama, não apenas gravado em áudio como em vídeo o que é, evidentemente, mais difícil de adulterar.
Ao vir reconhecer terem os ficheiros vírus desde a origem, vírus desconhecidos, a Procuradoria atestou a dúvida sobre a fiabilidade do conteúdo. Mais grave e apreciável, em meio de prova, é nunca a PGR ter descoberto quem e que tipo de acessos os respectivos serviços autorizaram a terceiros, de que a face mais visível veio a lume através da revista Sábado e dos jornais Correio da Manhã e Sol, introduzindo séria dúvida sobre os mesmos corresponderem à realidade ou terem sido alvo de truncagem.
Querem um exemplo interessante só para ilustrar? Aquando da gravação do meu programa de rádio, a dada altura apercebi-me de um erro numa frase. Um engenheiro, neste acaso a meu pedido, comigo à distância de largos quilómetros, foi a três das anteriores gravações, igualmente com a minha voz, tirou uma palavra daqui, outra dali, e no fim o que todos puderam ouvir foram frases que eu nunca disse na vida embora, claro está, neste caso, fossem as que eu quis ter dito.
Não estou por dentro do assunto, mas sei que as gravações – escutas ou interrogatórios da Operação Marquês – deixaram de ter qualquer validade para efeito de prova. Instalar a dúvida sobre a fiabilidade, agora atestada pela PGR como vindo já de origem, foi o remate: escutas e interrogatórios não valem nada para a formação de qualquer convicção ou meio de prova. Zero.
A quem interessa isto? Não, certamente, aos arguidos, cujos, como se sabe, estiveram sem acesso a esses meios e, portanto, sem saber se lhes seriam benéficos ou prejudiciais.
Aí têm também uma das razões pelas quais, como jurista, sempre disse a competência de um(a) Procurador(a) Geral não se aferir pelo estatuto social dos arguidos mas pelos resultados da respectiva actividade onde claramente se incluiu o mais basilar: a capacidade para preservar meios de prova.



Carlos Alexandre, o juiz do tribunal Central de Instrução Criminal com…
JORNALDENEGOCIOS.PT


Sobre as questões de Justiça, o que diz Garcia Pereira:
Por fim, e até pelo valor simbólico que tal representa, recorde-se que o juiz Carlos Alexandre – outro auto-proclamado modelo da “ética” e da “verdade” – numa referência sarcástica ao principal arguido (Sócrates) de um processo que tem entre mãos, e que só o Conselho Superior da magistratura e a Associação Sindical dos Juízes não entenderam ser um remoque, absolutamente inaceitável, para mais por parte de alguém que se pretende imparcial e justo, disse numa entrevista à SIC que passava por dificuldades financeiras, mas que não tinha amigos pródigos que lhe emprestassem dinheiro. Mas afinal, e como se viu no julgamento do chamado caso Fitz, tinha mesmo um amigo (o Procurador Orlando Figueira) que lhe emprestava dinheiro, e não pouco (50.000€), montante que aliás ele só devolveu já depois de o referido amigo ter sido constituído arguido…
Uma vez aqui chegados, importa ver que toda a acomodação e toda a complacência para com este tipo de vigarices, mentiras e trafulhices, e com lógicas como as de que os fins justificam os meios ou de que o que é preciso é atingir o “resultado” – que os “engenheiros escondidos” (como Harold Dwight Lasswell exemplarmente qualificou os manipuladores da opinião pública) logo apresentam como sinónimo de êxito e de sucesso – conduzem afinal à mais desprezível miséria moral.
Que, por ter a força (nem que seja a força da manipulação e da mentira) do seu lado, até pode temporariamente conseguir impor-se, mas que, se os homens justos não desistirem de lutar, acabará sempre por escaqueirar-se nos ventos da História…

Subitamente, o País pareceu estremecer com a trágico-comédia do falso currículo de Feliciano Barreiras Duarte, Vice-Presidente da direcção do novo Presidente do PSD Rui Rio. Para além da…



Segundo já ouvi por aí que no processo não existe uma única prova das muitas suposições. Também já ouvi por aí que o processo já custou seis (6) milhões aos contribuintes em viagens a tudo o que era sítio,mas desde cartas rogatórias a extratos bancários, incluindo consultas em Offshores, mas também nos célebres Papéis do Panamá, acabando na lista dos jornalistas e políticos avençado do BES, o nome de Sócrates nem vê-lo. Há no entanto um crime que Sócrates confessou, ou seja que pediu dinheiro a um amigo e este emprestou e por isso foram presos e acusados. Também já ouvi por aí que tudo se deve ao fato de que Sócrates como primeiro ministro cortou salários e outras regalias a juízes e procuradores. Justiça não é vingança e vingança não é justiça. Está hoje mais que provado e comprovado que os Tavoras não quiseram matar o Rei D. José I, mas também que Afonso Costa vendeu os nossos Soldados para irem combater em França na 1ª. guerra mundial. Infelizmente não faltam exemplos de vingança em nove séculos da nossa história em que o poder político da direita sempre se apoiou na Justiça para fazer condenações, sendo habitual na 1ª. Republica tais atos. Por: Toni.

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2014/07/a-maior-cabala-e-mentira-depois-de-74.html


Como socialista sou a favor de um Estado forte que garanta a Liberdade,Direitos e Garantias dos cidadãos.
Os Direitos e Garantias dos cidadãos estão hoje permanentemente a serem violados.
O Ministério Público que devia ser o garante das Liberdades Públicas é o seu principal violador.
Julga publicamente e alimenta uma rede de informação sedenta de sangue e de julgamentos populares .explorando os sentimentos mais baixos e deploráveis do Povo português.
Cai uma árvore na Madeira que mata pessoas faz-se uma condenação pública do Presidente da Câmara do Funchal,o Comandante do Grupo Especial de Operações da PSP é julgado na praça pública porque um criminoso morre numa acção policial.
Comandantes de Bombeiros são condenados na praça pública porque uma parte do País ardeu.
Um ex-Primeiro Ministro é condenado na praça pública porque é amigo de um grande capitalista e é acusado de que todo o dinheiro do grande empresário e capitalista é do ex-Primeiro Ministro etc.
Os julgamentos e os ajustes de contas são feitos na praça pública e não nos tribunais.
É uma rede montada entre Ministério Público e a comunicação social que viola as mais elementares regras de um verdadeiro Estado de Direito.
É a substituição de uma Democracia por uma república ditatorial dos Procuradores e colaboradores que julgam publicamente sem qualquer controle democrático
Em vez de defensores,são coveiros das Liberdades Públicas e da Democracia. Por: António Campos.


Quem nada teme, quem é inocente do que o acusam, fala sem medo....fala assim....


O mote foi o alargamento do prazo para a conclusão do inquérito da Operação Marquês, mas a conversa foi muito além disso. Carlos Alexandre, Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva também são visados.


Em cinco pequenos vídeos o antigo primeiro-ministro destrói os fundamentos das acusações que contra ele impendem a propósito do dossiê TGV e demonstra, de forma inequívoca, as motivações políticas dos Procuradores do Ministério Público.

O que seria da acusação do processo Marquês se Rosário Teixeira, Carlos Alexandre e Joana Marques Vidal não tivessem decidido cooptar o BES, a PT e, sobretudo, Ricardo Salgado?
O que seria da justiça portuguesa se isto não desse em nada? Prender um ex-PM, arrastá-lo na lama durante 4 anos nos jornais, o que seria da justiça se tudo isto fosse - somente - uma pulhice?



José Sócrates desmonta de forma inequívoca os pontos da acusação relacionados com o concurso e contrato do TGV
JORNALTORNADO.PT




(Por Estátua de Sal, 11/03/2017) Cada vez há mais arguidos, e mais ainda estão na fila para serem incluídos na operação: já lá está a ex-mulher de Sócrates, agora querem o primo e, digo eu, se cal…
ESTATUADESAL.COM


Nem o juiz Carlos Alexandre é o juiz Sérgio Moro, nem o Correio da Manhã ou a TVI são a Rede Globo, mas as estruturas profundas do caso José Sócrates e da Operação Lava-Jato revelam algumas semelhanças inquietantes
PUBLICO.PT


Antonio Silva Por cá também "mora" um juiz "Moro", que não tem amigos com contas no estrangeiro, mas a quem pede dinheiro emprestado, alegadamente proveniente de actos corruptos e depositado em paraísos fiscais!!!!. E ambos falam português!!! Coincidências!!!!
Gerir

Silvina Marques ...""O problema é que a democracia - uma invenção liberal burguesa - serve burgueses somente quando estes ganham o jogo. Quando o povo passa a eleger alguém que de fato representa seus interesses, n'algum momento essa democracia será sabotada em nome quase sempre da moralidade e da ordem""





Há espaço para aparecer um partido justicialista como já o demonstraram Marinho Pinto e Paulo Morais. Defensor de uma reforma profunda, Garoupa considera que…


O primeiro dia
O ponto é este: o Estado Brasileiro, pela mão de um juiz de Curitiba, decidiu prender o antigo Presidente Lula em violação da sua própria Constituição: ninguém será culpado até ao trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Nada pode ser mais claro, e, na clareza da lei, cessa toda a interpretação.
Ponhamos, por um momento, de lado os outros aspetos desta particular ação judicial – a ausência de prova, a inexistência de ato de ofício, a urgência extraordinária com que foi tramitado. No entanto, o facto mais odioso deste processo é que o Brasil recusou ao antigo Chefe de Estado - sim, logo a ele - a proteção constitucional que a todos os cidadãos considera inocentes antes de sentença judicial definitiva, isto é, antes de esgotados os recursos previstos na lei.
Na verdade, nada disto tem a ver com direito, mas com política, ou melhor dito, com violência política. E não começou agora. O objetivo do golpe político nunca foi só tirar Dilma do poder, mas tirar Lula da galeria dos Presidentes. O que a direita política brasileira nunca tolerou foi conviver com a memória do melhor e mais improvável Presidente do Brasil democrático. O impeachment a Dilma foi instrumental para chegar aqui – o legado de Lula não será o mais bem sucedido combate político à pobreza; não será o êxito da educação nacional transformada em prioridade pela primeira vez na sua história política; não será a aposta na indústria e nas empresas nacionais; não será a afirmação do seu País como novo ator político na cena internacional. Não, ele, o atrevido sindicalista sem diploma, só pode ficar para a história como criminoso - o novo punhal de Brutus é a acusação de corrupção.
Ódio e escalada: primeiro, o impeachment agora, a prisão. Eis o que vemos no Brasil: um regime completamente desmoralizado, sem parlamento, sem governo, sem política, sem autoridade. Um regime entregue a personagens de opereta – um juiz que promove escutas ilegais e as divulga; um procurador que anuncia que entrará em jejum como apelo público a uma decisão judicial favorável à prisão; um chefe militar que avisa que não aceitará impunidade e que está atento “às suas missões institucionais”; um Tribunal dito Supremo que se transforma subitamente em Parlamento, alterando a Constituição por forma a que se possa, sem sentença judicial transitada em julgado, prender um líder político.
Não, não me parece que seja o fim da linha. A força popular de Lula da Silva é coisa demasiado singular para ser imputável à cegueira do povo. Seja o que for, isto não acabou - este é apenas o primeiro dia.
Lisboa, 7 de Abril 2018
José Sócrates
Marinho parti
Marinho partilhou 4 publicações recentes neste grupo. Sabe mais sobre ele.





"O caso Sócrates, mais do que a confirmação de um novo padrão do ativismo judiciário, parece indicar uma mudança significativa e por isso merece uma referência especial. Nele, a justiça está a arriscar, mais do que em qualquer outro, a sua legitimação social e política.

Não deixa de ser perturbador que a justiça portuguesa, tendo mantido preso preventivamente, por largos meses, um ex-primeiro ministro, não só não tenha cumprido os prazos legais de final do inquérito, como não mostre fortes sinais de se preocupar com isso.


A mensagem parece clara: o sistema de justiça português endogeneizou a ineficiência, convive bem com ela e, talvez esteja a desvalorizar o impacto negativo que nela pode ter a combinação explosiva entre ineficiência e seletividade.

A mobilização judicial-mediática do caso José Sócrates tem sido de tal ordem que, se o réu não for definitivamente condenado pelos crimes por que está indiciado, os portugueses não poderão deixar de pensar que o circo montado à volta deste caso teve mais a ver com política do que com justiça.

Em meu entender, tal percepção, a concretizar-se, pode ser fatal para a legitimidade democrática da justiça. E nesse caso os mais avisados terão presente que, independentemente da culpabilidade que se venha a provar, alguma relação deve haver entre o modo como o processo está a ser tratado e o facto de o réu, quando primeiro-ministro, ter declarado logo no início do seu governo, em 2005, QUE ESTAVA DECIDIDO A ACABAR COM DOIS TIPOS DE SITUAÇÕES DE PRIVILÉGIO NA SOCIEDADE PORTUGUÊS, A DOS MAGISTRADOS JUDICIAIS E A DAS FARMÁCIAS.

Os mais avisados lembrar-se-ão ainda da guerra que se instalou nos anos seguintes entre o Ministério da Justiça e os órgãos do poder judicial sobre o aparentemente eterno problema do Estatuto dos Magistrados Judiciais.

Nem o juiz Carlos Alexandre é o juiz Sérgio Moro, nem o Correio da Manhã ou a TVI são a Rede Globo, mas as estruturas profundas do caso José Sócrates e da Operação Lava-Jato revelam algumas semelhanças inquietantes. Para nos sossegarmos precisamos de saber mais sobre a qualidade das acusações e das decisões judiciais; sobre as razões de arquivamento de muitos casos, por exemplo, do caso dos submarinos em que os corruptores alemães foram condenados sem que aparentemente houvesse corrompidos portugueses; e ainda sobre a ação do Ministério Público em face dos muitos relatórios do Tribunal de Contas e as suspeições que eles geram sobre altos negócios envolvendo o Estado, designadamente, com as parcerias público-privadas e com as privatizações. Sem tal conhecimento, o fantasma da seletividade política do zelo investigativo e acusatório paira sobre a justiça portuguesa." Por: Antonio DOliveira.



Algumas das minhas interrogações sobre o Caso MarquêsO JUMENTOAlgumas das minhas interrogações sobre o Caso Marquês
JUMENTO.BLOGSPOT.COM


O caso que prendeu a atenção mediática de forma explosiva e que tem vindo a perder folgo é o paradigma da vingança pura e simples. De tal forma anquilosada e torpe que nem será preciso as duas ou três gerações de afastamento para ficar claro a enorme pulhice que a máquina justiceira montou. É até a antítese da noção moderna de justiça tratando-se antes daquilo que claramente parece ser sem outra palavra ou eufemismo suavizante.
Uma pulhice, não há outra classificação.
Obviamente que Sócrates, sendo o maior e mais eficaz modernizador que a História moderna registou e que assim ficará conhecido para a posteridade, mexeu com o vespeiro dos intocáveis e os seus direitos. Nenhum outro negócio tem " númerus clausus" excepto o das farmácias. Nenhuma outra corporação de funcionários públicos tinha (e continua a ter) tantos privilégios e alheamento de responsabilidades como a classe dos juizes.
Ele mexeu nisso e está a pagar a factura.
Claro que o processo precisava do quarto poder para ter o fogo necessário. Nunca se registou, talvez só em países como o Brasil, a uma tão despudorada conivência entre jornais pasquins e o Ministério Público como a que se assistiu por cá. Uma absoluta e desavergonhada aliança com o objectivo claro e miserável de produzir a condenação em praça pública. À falta de um processo claro nas barras, pois até agora não foi possível fazer prova de nenhuma das putativas acusações, ficará a trágica anedota lusa da " ressonância da verdade" para levar a uma condenação. O caso "casa pia", mais um nojo onde apenas gente do PS foi apanhada, mostra bem onde pode chegar o despudor e a negação primeira do objectivo da justiça: condenar ou absolver. Mas também aí, a nojenta intoxicação social cumpriu com o desiderato.
Ao mesmo tempo que se aplica toda a energia num processo que não tem ponta por onde se lhe pegue, arquivam-se os inquéritos internos sobre as fugas de informação, arquiva-se e recusa-se a abertura sobre o processo dos submarinos, arquiva-se os processos dos sobreiros de Benavente enquanto se condena Armando Vara por causa de uma hipotética quantia nunca provada de 5.000 euros e uma caixa de robalos! Só não sei é do que este governo está à espera para pôr alguns pontos nos "i" que urgem ser postos. Antes que esta máquina engula a todos.Por: Carlos Manuel de Almeida



A detenção e o espetáculo mediaticamente encenado constituíram um abuso. A prisão preventiva foi usada para fins estranhos à lei – para humilhar, para despersonalizar para investigar.



por José Sócrates, em Lisboa - O processo Marquês fez quatro anos. Durante estes anos, o Ministério Público deteve, prendeu, promoveu uma violenta campanha de difamação contra os visados e violou os prazos máximos de…
JORNALTORNADO.PT



A propósito da maliciosa reportagem do Público sobre a “velha PT” gostaria de fazer os seguintes comentários:
PUBLICO.PT


por José Sócrates, em Lisboa - É falso que o Governo da altura, e em particular eu próprio, como Primeiro-Ministro, se tenha oposto à OPA da Sonae. Este é um embuste que a Sonae, o Ministério Público e os jornais afetos repetem com…
JORNALTORNADO.PT


O Ódio a Sócrates

Eu bem disse que isto do Monte Branco e do BES ainda ia sobrar para Sócrates. O melhor era fazer um decreto em que Sócrates passaria a ser o culpado de todos os males, passados, presentes e futuros desde D. Afonso Henriques até ao ano três mil.

O que Pedro Marques Lopes diz é que há muita gente e com muitas responsabilidades que sabia, ou tinha a obrigação de saber, das enormes vigarices que se passavam no Espírito Santo e que nada fizeram para as evitar, para as denunciar, que nada fizeram para se afastarem delas. Que foram cúmplices do enormíssimo e longuíssimo processo de delapidação de fundos, bens, confiança, etc, etc, etc de que vamos tendo notícia. Antigos e futuros ministros, secretários e tachistas avulso com lugares nos partidos, na comunicação social, nas empresas públicas, escritórios de advogados com comentadores sempre nas TVs, agências de informação e comunicação, tanta gente de missa diária e que nos recomenda modéstia no gastar, que nos apontou a origem do mal, benzendo-se e persignando-se sempre que falava de Sócrates!
Pois, agora convinha saber porque sabemos através daquela intensa campanha feroz de quanto custou a casa da mãe de Sócrates e até o nome do edifício onde a senhora vive, quanto gastou Sócrates em Paris, porque vestia jeans quando tinha calças Boss, quanto recebeu por meia duzia de projectos de engenharia civil de mamarrachos na Guarda, qual era o nome do gato e do papagaio, sabemos as compras do tio manhoso de Sócrates, as aventuras do primo do Sócrates na China, do outro primo em Benguela, sabemos das cadeiras de inglês que fez ao domingo, dos restaurantes em que ia jantar e com quem, tudo graças ao Correio da Manhã, da TVI, do Expresso, à Presidência da República.
Mas não trataram de nos informar do que verdadeiramente era importante e do que se passava no banco de cor verde e não sabemos nada da família Espirito Santo! Somos informados por anjinhos? Tomam-nos a todos por parvos? Isto é, para falar a sério: a corrupção das redações dos jornais e TVs é igual à do Espirito Santo? Os jornalistas só não são Espirito Santo porque não podem? ESTAMOS MUITO DOENTES. por Pedro Marques Lopes, no DN.


O Fantasma de Paris (por: Miguel Sousa Tavares)
(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com um défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. Para mascarar um défice inexplicável, os ministros da Finanças desses governos, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das cois...
Continuar a ler

(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com um défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não...
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Sócrates foi o “palhaço” escolhido para este circo político

Por: António Marinho e Pinto

Almoços grátis?:
‘(…) como não há almoços grátis, a prebenda que o PSD e o CDS se preparam para oferecer aos magistrados deve ter, obviamente, por detrás, negociatas malcheirosas. Para além de poder constituir um aliciamento por parte de quem não tem a consciência tranquila e procura favores ou indulgências judiciais, ela não pode deixar de ser encarada como um prémio pelo contributo que os magistrados deram para desgastar o Governo anterior com processos vergonhosos, assim contribuindo também para antecipar a chegada ao poder do PSD e do CDS. Mas, por outro lado, ela surge não muito tempo depois de um dirigente do sindicato dos juízes ter insinuado publicamente que se os juízes portugueses tivessem de suportar os sacrifícios da crise como todos os outros cidadãos, eles poderiam deixar de ser independentes e, provavelmente - pensámos todos nós - corromper-se-iam e (pelo menos alguns) passariam a vender sentenças.

É claro que agora não faltarão os habituais magistrados papagaios tentando justificar essa ignomínia com os mais estúpidos argumentos (lembram-se daquele em que, além das férias de Natal e da Páscoa, se justificava a existência de dois meses de férias no verão para os magistrados trabalharem?). Mas isso só demonstra a conta em que eles têm os cidadãos desta República. Por mim, repito: nestas coisas (como em muitas outras da vida), não há almoços grátis, só faltando apurar o que os magistrados, sobretudo os juízes, darão em troca ao PSD e ao CDS, além do que já deram no passado recente.’ 15 de agosto de 2013.



E porque hoje é domingo. José Sócrates.
“A política não é um homem. É ele e as suas circunstâncias, como diria Gasset. As circunstâncias de Sócrates nem sempre lhe foram muito favoráveis, embora a sua teimosia o tenha feito andar para a frente e resistir a campanhas caluniosas, a críticas justas e a vitórias toleradas.
Sócrates representava uma lufada de ar fresco na política. Um político com menos carga ideológica (ao ponto de Soares se ter referido a ele como um político de plástico), com vontade de mudar e de mexer em interesses instalados. Com maioria absoluta, com obstinação, entrou a matar.
Logo na noite da vitória avisou as farmácias para o lobby intolerável que representam em Portugal.
Vimos como perdeu face a esta corporação.
Depois quis pôr na ordem os professores que achavam que deviam avaliar, mas não ser avaliados, os juízes que achavam que deviam ser um Estado dentro do Estado.
Mexeu na Saúde encerrando centros de saúde obsoletos e sobrepostos e maternidades sem condições, investiu na energia renovável (um caso raro de sucesso no Mundo), aplicou um plano de modernização da administração pública com a empresa na hora ( eu que usei esse serviço fiquei espantado com a eficácia), o simplex permitiu o início da utilização da internet na relação com o Estado (pagamentos online de impostos, certidões etc), o programa Magalhães vai ficar para a História como uma iniciativa notável (embora eu embirre com o sistema windows).
As nossas infraestruturas rodoviárias são excelentes, o interior tem hoje condições raras de conforto ao nível de estruturas sociais e culturais. Foi caro? Pois foi. Foi a crédito? Pois foi. Tal como foi a crédito barato as casas que comprámos, os carros, a segunda casa, as férias, os seguros de saúde, as escolas particulares para os nossos meninos. O paradigma desde o final dos anos 80, introduzido com Cavaco e os neo-liberais, foi gastar com crédito, passar à reforma os séniores, investir na mão de obra barata, a troco de um consumismo alienante.
Com Sócrates tivemos leis de grande alcance social e que mudaram de vez a nossa vida. O casamento entre pessoas do mesmo sexo, a lei do divórcio e do aborto. Só estas 3 leis são por si de um alcance cultural único. Histórico. Foi a rutura com a padrelhada, os reacionários, os beatos hipócritas.
Foi a afirmação de uma sociedade moderna a olhar para a frente, tal como o era a construção do TGV, pago em grande parte pelos fundos comunitários, e que no tempo de Durão Barroso, quando Ferreira Leite dizia que não havia dinheiro para nada, aprovou 6 linhas de TGV. SEIS! Quem se lembra disso? Ninguém.
A política é das atividades humanas mais ingratas. O exercício do Poder traz sempre no fim uma pesada fatura de desprezo e ingratidão. Mais ainda em política. Mais ainda neste País”.
(Texto de alguém que publicou apenas para amigos). Postado Por: Dulcínia Reininho.



Caso José Sócrates.
A Farsa. E o far-west em roda livre.
“Para não repetir o que praticamente toda a gente já disse, sublinharia, em poucas palavras, alguns aspectos que, na minha opinião, ainda sobram e que são relevantes.
O que vai a julgamento é, na verdade, o governo socialista (de Sócrates) pelo que transpirou para a opinião pública. Está lá tudo, o RERT, o PROTAL e Vale do Lobo, o TGV, a PT, etc. Devemos reconhecer que o regime democrático português não respira tão boa saúde pelo papel faccioso desempenhado pelo poder judiciário que caça uns, mas não caça outros, e isso faz toda a diferença. Tal e qual com que se passa com o ex-presidente Lula no Brasil, já que a fórmula é a mesma, os métodos e os objectivos também. Aliás, Sergio Moro e Carlos Alexandre, ambos juízes de instrução no Brasil e Portugal, respectivamente, já se encontraram várias vezes e, obviamente, trocam informações entre si, mas "isso não vem agora ao caso"...
Por falta de maturidade democrática que ainda caracteriza os portugueses, não existe um debate sério sobre o que está em causa. Por isso, José Sócrates será sempre culpado para quem não gosta dele, pessoal ou politicamente -- e são inúmeros, como se vê pela tropa de choque montada nas redes sociais... E o MP será sempre inocente para quem o adora - e são muitos, como se vê pela tropa de choque também já montada nas redes sociais - mesmo que seja apanhado a roubar a carteira a uma velhinha. É por isso que este caso político, que poderia ser, em sociedades mais maduras, entregue a um júri, jamais poderia sê-lo em Portugal: os jurados dividir-se-iam sempre entre dois lados opostos -- esquerda e direita --, e nada do que pudesse ser desmontado pela defesa, em tribunal, faria a direita mudar de opinião que a "fé" da culpa já lhe está inculcada há anos.
Aceite-se ou não, do que todavia não há dúvidas é que os órgãos de comunicação social têm também a sua quota-parte da divisão que existe na sociedade no caso Sócrates, em função da contínua e feroz campanha que lhe tem sido movida consecutivamente e que dura há uma dezena de anos contra ele e contra o PS. Entretanto, outros casos que incomodam a esfera política de direita -- o BPN, os submarinos, a casa da Coelha e as ações da SLN, o Portucale, a Câmara de Gaia, os vistos Gold ou a lista VIP e vários outros – foram praticamente abafados pelo MP e pela PGR e, consequentemente também pela agenda da Imprensa a soldo do MP, com vista a manter o caso Sócrates sempre à superfície com o máximo de ruído a envolver calúnias e mentiras, continuando a manipulação dessa opinião pública politicamente imatura. É dos livros...
Do que já é possível conhecer da acusação, as alegações do MP não são verosímeis, justamente porque faltam os factos e, por arrasto, as provas, visto que a maior parte se baseia em suposições e não na demonstração de factos. É verdade que nem sempre o julgamento de um colectivo de juízes se baseia apenas na prova material, para produzir uma sentença. Tanto ou mais importante, para além da qualidade dos testemunhos, é a convicção que o Tribunal possa formular. E aqui reside um caso sério, pois é provável que a maioria do colectivo de juízes esteja afecta à direita em termos ideológicos (a maior parte deles são efectivamente desta área política) e, consequentemente, haverá uma minoria de juízes de esquerda ou até nenhum. Não podemos ser tão ingénuos ao ponto de pensar que os juízes serão apolíticos, e que decidem indiferentemente sem terem em conta os interesses dos seus "clubes" políticos, às vezes disfarçados em associações sindicais, como já se viu.
Olhando para o que sabemos, cada um terá a sua convicção já "trabalhada", quanto à avaliação do grau das alegações da acusação e da defesa. E ainda que e apesar de tudo, em tribunal, o ónus da prova pertença à acusação, neste caso irá até produzir-se o insólito: o ónus da prova de culpa é invisível por parte do MP, e vai dar-se o caso da inversão do ónus da prova que pertence à acusação, pois será a defesa do acusado que apresentará o ónus da prova da sua inocência, perante os crimes de que é acusado. Vistos os detalhes à lupa, conclui-se que as já conhecidas explicações de Sócrates e da sua defesa têm pés e cabeça e fazem todo o sentido.
Nem mesmo o crime de fraude fiscal ficará inequivocamente demonstrado nesta acusação. Mesmo que seja pelas alegadas doações de dinheiro não declaradas de Carlos Santos Silva a José Sócrates, o MP teve dificuldades para provar que o dinheiro foi efectivamente entregue a Sócrates, em numerário, além de que o sigilo bancário foi levantado e as suas contas foram passadas a pente fino, e nada encontrado nos montantes que pudessem ser associados às tais alegadas doações. Mas, se ainda assim o Tribunal considerar arbitrariamente, sem provas, a culpa do acusado – e se for só isso --, a montanha pariu um ratinho, podendo a defesa apresentar posteriormente um recurso ao tribunal imediatamente superior.
Outras alegações, como associar o RERT, programa de recuperação de fugas de capital mediante perdão fiscal -- que é praticado por inúmeros países democráticos incluindo vários governos europeus e não só -- aos interesses particulares do ex-primeiro-ministro (e este é apenas um exemplo entre outros), sofrem de um grau de fragilidade perigoso para o MP, porque induz a pensar que as outras alegações também podem ter o mesmo fraco fundamento. O programa RERT foi decidido em colectivo, no Conselho de Ministros, e deve ter lá a assinatura do ministro das Finanças, por exemplo. Estas pessoas estavam conluiadas com Sócrates? Tantas e tão diferentes pessoas? E o que ganharam como isso? Porque não foram também acusadas? Portanto, mais uma vez está em falta melhor fundamentação.
O processo vai durar anos? É possível que alguns envolvidos, entre réus, causídicos, magistrados e investigadores se aposentem ou faleçam antes que ele chegue ao fim. E é inquietante pensar que consequências pode isto ter, para a vida colectiva portuguesa, nos próximos anos. E enquanto durar, os media afectos à direita (praticamente todos) continuarão com a feroz campanha na manipulação da opinião pública como tem sido feita até aqui, para crucificar Sócrates apresentando-o antecipadamente como culpado”. Por:Texto de Telmo Vaz Pereira




RETALIAÇÃO
Augusto Santos Silva, Vieira da Silva, Pedro Marques, Maria Manuel Marques Leitão, Manuel Heitor e Marcos Perestrelo são membros do atual Governo que estavam no Executivo de Sócrates e contra os quais a ASSOCIAÇÃO SINDICAL DOS JUÍZES apresentou queixa, em 2012, por uso de "cartões de crédito" para benefício pessoal.
Já lá vão 5 anos... e, entretanto, o Poder Político (desde José Sócrates) nunca mais ameaçou verdadeiramente os interesses dos Magistrados. 
O processo dos cartões de crédito continua "em investigação"... mas sem arguidos! Tal e qual espada suspensa sobre pescoços impertinentes...
Que sucederia se o Poder Político decidisse, por exemplo, acabar com o subsídio de renda de casa, VITALÍCIO, dos magistrados?? O processo dos cartões de crédito continuaria sem arguidos?
Ponham os olhos no que aconteceu a Sócrates e não aconteceu, por exemplo, aos Submarinos... Descubram as diferenças. Por: Manuel Fernandes.


Augusto Santos Silva, Vieira da Silva, Pedro Marques, Maria Manuel Marques Leitão, Manuel Heitor e Marcos Perestrelo são membros do atual Governo que estavam no Executivo de Sócrates e contra os quais a Associação dos Juízes apresentou…
SOL.SAPO.PT


Os FACTOS desmentem as teorias absurdas.
PPP's
"Em 2010, o grupo Lena ganhou, em percentagem, 0,25% das PPP e, em 2012, 0,36%. No governo do doutor Passos Coelho, foram adjudicadas mais obras à Lena do que no meu Governo"
Os Governos de António Guterres e Durão Barroso, comparados com os seus seis anos de governação, adjudicaram um total de 2,93% do total de obras púiblicas. Durante o seu executivo, foram 2,54% do total.
"Isto desmente por completo toda essa fantasia e imput...
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Difamação e atentado à reputação são as acusações ao candidato presidencial.
NOTICIASAOMINUTO.COM


José Sócrates. Então, após mais de quatro anos de investigação, nove meses de prisão preventiva do principal arguido, vinte e não sei quantos investigadores encarregados do processo e dezenas de milhões de euros gastos aos contribuintes (tanto ou quase tanto como o MP acusa Sócrates de ter recebido indevidamente), a equipa Amadeu Guerra/Rosário Teixeira & Associados conseguiu finalmente produzir uma acusação contra o antigo PM. Não entrando em considerações sobre o mérito da acusação (não se lêem 4000 páginas, mais as que a defesa vier a produzir num dia…), deixem-me apenas constatar alguns factos que julgo de razoável seriedade intelectual ter como pacíficos:
1 - manifestar o meu espanto por haver quem, sem se desmanchar, fale em “rapidez processual”, pelo facto de o MP ter antecipado em um mês o prazo de conclusão do inquérito, anteriormente prorrogado sete vezes;
2 - constatar que, como seria de prever e esperar, esses quatro anos — que foram não apenas de inquérito, mas também de linchamento popular, propiciado por sistemáticas e cirúrgicas fugas de informação — produziram o efeito útil pretendido: a condenação prévia dos arguidos, à revelia de qualquer presunção de inocência (bem patente, aliás, na entrevista do juiz de instrução, Carlos Alexandre, à SIC). A grande questão, obviamente apenas teórica, é esta: mesmo que porventura não convencido da culpabilidade de Sócrates, haverá algum juiz em Portugal que tivesse a coragem de o absolver, sabendo que com isso consumaria também o desprestígio final e definitivo do MP?;
3 - verificar que o MP acha que é pela quantidade e não pela qualidade que a acusação terá vencimento. Não fôssemos nós pensar que tudo foi concluído de forma leviana, eis que o MP nos bombardeia com os seus dados: mais de 200 testemunhas ouvidas, milhares de horas de gravação de centenas de escutados, 500 contas bancárias escrutinadas, aqui e no estrangeiro, e centenas de buscas efectuadas. Um dilúvio investigatório, em que só faltou contabilizar as fugas de informação, como sempre inexplicavelmente saídas para a imprensa e desde o primeiro minuto em que José Sócrates foi preso à saída de um avião. Tudo isto resultando em 28 arguidos, 164 crimes e, afinal, 34 e não 24 milhões encaixados por Sócrates a título de corrupção.
E traduzido numa acusação que entrará para o “Guinness” com as suas 4000 páginas. Tolstoi precisou de 900 páginas para escrever o melhor romance que alguma vez foi escrito. Não sei se, como diz a defesa de Sócrates, também aqui estamos perante um romance. Mas sei que uma acusação que precisa de 4000 páginas para convencer o juiz de instrução e o tribunal, não é uma peça processual, é um caso agudo de incontinência verbal. Na esteira, aliás, da funesta tradição jurisprudencial que é a nossa, esta acusação não tenta ser clara, concisa, factual e inteligível por todos — com razão ou sem ela.
Pretende, sim, esmagar, lançar a confusão, reduzir a apreciação dos factos a um número absolutamente restrito de quem saiba, possa e tenha paciência para ler e reflectir atentamente sobre estas 4000 páginas, mais aquelas que a defesa apresentar;
4 - o julgamento vai seguramente demorar uma eternidade, anos a fio e, atrevo-me a apostar que, no final, só os já convencidos se sentirão esclarecidos num ou noutro sentido. Conseguiu-se aquilo que em todos os discursos dos responsáveis pela justiça aparece enunciado como os dois males maiores a evitar: a morosidade dos julgamentos e os megaprocessos que a proporcionam.
É extraordinário que não tenha havido ninguém, acima de Rosário Teixeira na estrutura do MP, que lhe tenha imposto que se cingisse ao essencial e àquilo que parecesse aos investigadores mais fácil de acusar e provar em tribunal. Em vez disso, permitiu-se que a acusação andasse de negócio em negócio, de empresa em empresa (sempre bem informado, o “Correio da Manhã” chegou a titular que todos os negócios, públicos ou privados, durante o governo Sócrates, estavam sob suspeita), até que finalmente, à 25ª hora e graças ao testemunho negociado com Hélder Bataglia em circunstâncias que não honram a investigação, fosse possível juntar no mesmo saco dois alvos preferenciais: Sócrates e Ricardo Salgado. Mesmo assim, também lá está Vale do Lobo, o grupo Lena, e a PT, além do BES: a fazer fé no MP, tivemos um PM que estava literalmente à disposição para ser comprado por qualquer empresa, empresário ou negócio;
5 - fosse por vaidade ou já por simples desnorte (mas para grande deleite da imprensa), caiu-se assim no “julgamento do regime”, com um saco de gatos de arguidos de que só escaparam alguns privilegiados e que, fatalmente, vai tornar o julgamento ainda mais arrastado e confuso.
Exemplo extremo:
suponhamos que, como sustenta o MP, Salgado comprou, de facto, os serviços de Granadeiro e Zeinal Bava para que eles defendessem os interesses do accionista BES dentro da PT. O que tem José Sócrates que ver com isso? Porque vai tudo junto a julgamento?
Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 14/10/2017





Dieter Dellinger
PORQUÊ?
O Correio da Manha e a CMTV pertencem, como é sabido, à COFINA que faz parte de um gigantesco grupo empresarial que engloba uma parte importante da indústria de celulose com a Caima, Altri, Celtejo e outras empresas, tanto de pasta como papel, e mete ainda o grupo metalomecânico RAMADA, várias empresas de investimentos imobiliários, etc.
O grupo exporta só em papel cerca de 600 milhões de euros por ano. Acho interessante um grupo assim.
Só queria compreender uma coisa.
Porque razão há uma ligação tão intima entre o juiz Carlos Alexandre, o Alex do processo de limpeza das burlas de Álvaro Sobrinho, o procurador Rosário Teixeira e outros com este grande grupo industrial e financeiro?
Tudo o que o CM escreveu sobre Sócrates mostra que algumas pessoas do Ministério Público e até da PJ estão muito ligadas ao engenheiro Paulo Jorge Fernandes que é diretor/CEO e acionista principal de mais de uma dezena de empresas que parece que herdou o grupo Ramada e depois entrou ou herdou as celulósicas Caima e Celtejo, etc.
Podemos todos raciocinar tal como fez o juiz de Instrução Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira (o Meias Brancas) e até com mais certezas. Houve troca de favores e a careca foi descoberta com os resultados das análises feitas na CELTEJO colocadas pelo MP em segredo de Justiça.
Suponho que o eng. Paulo Fernandes deve ter uma raiva muito especial ao eng. J. Sócrates.Porquê? Não sei.
Mas, devemos investigar isso e saber se durante a governação Sócrates no ambiente como ministro e depois como Primeiro Ministro terá havido algo que o grupo eucaliptal do eng. Paulo não gostou.
Não vejo que haja pessoal do Ministério Público com razões particulares para liquidarem Sócrates na praça pública, já que as suas queixas por causa da insuficiência de serviços seriam muito maiores contra o governo Passos/Portas/Cristas.
E não devemos esquecer que todo a Operação Marquês começou com denúncias e reportagens publicadas pelo Correio da Manha do eng. Paulo Jorge Fernandes. A falta do til não é erro, é propositada.
Alguém deve saber qual a razão do ódio do eng. Paulo Jorge Fernandes ao eng. J.Sócrates ou ao Partido Socialista.
Admito que pode ter algo a ver com o ambiente nos tempos do governo Guterres até porque o CM foi tão bem tratado pela Autoridade Tributária e várias empresas do Grupo tanto com este governo como com os anteriores. Claro, dentro da lei.
Houve um perdão de dívida com a promessa de pagamento de uma parte substancial em prestações e não me parece que os 12,5 milhões de euros tenham grande significado num grupo que é capaz de ter vendas da ordem dos mil milhões de euros.
Aquela história do juiz Alex se mostrar muito pobre e provinciano na televisão cheirou-me a falsidade ou a uma mascarada. Ele parecia estar a fingir. Claro, a gente vê as coisas na televisão e há sempre algo que nos parece de uma determinada maneira.


Dulce Presilha adicionou 2 fotos novas.
1 h
Em 2011 Jose Luis Pio Abreu escrevia assim num artigo de opinião o texto que transcrevo abaixo. Escusado será dizer que o subscrevo!!!
"Para bem ou para mal, o ciclo que findou tem um ícone: Sócrates. Deificado e diabolizado, sempre em situação adversa, ele foi um político invulgar. Começou por reduzir o défice, reformou a Segurança Social, a Escola e a Saúde. Modernizou costumes atávicos. Apostou na ciência e fez do país o que mais cresceu neste domínio. Apostou nas energiasrenováveis, em produtos exportáveis de alta tecnologia, e os resultados, que são lentos, já se começam a ver. Mas afrontou as corporações e começou a perder.
Aceitou ir quinzenalmente à Assembleia da República e, aí, defrontava-se com quatro oposições de direita e de esquerda. Foi combativo, mas gerou crispação. Atacaram-no por todos os lados. Escrutinaram a vida dele, dos pais, dos tios, dos primos e dos amigos. Acusaram-no de tudo. Manipularam a sua imagem para criar um preconceito. Quando se defendia diziam que mentia. Quando tentava ser optimista no meio do pessimismo criado contra si, é porque mentia. A tudo resistiu.
Transformaram-no em bode expiatório da crise financeira internacional. Mas ele tinha uma solução para o País: ganhar tempo até que a Europa ganhasse juízo com o balão de ensaio grego. Tiraram-lhe o tapete e tudo seguiu outro rumo. Sabendo que já não era o seu tempo, lutou até ao fim. Quando, dignamente, aceitava a derrota pessoal, ainda uma jornalista de mau gosto lhe dava facadas.
Um dia se reconhecerá a estatura deste político. A mediocridade instalada nos media não o enxerga por agora."

Adoro
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